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A economia que dá frutos

19/12/2018

Vermelha por fora, suculenta e rica em vitaminas. Essa é a maçã, que além de encontrar consumidores fiéis mundo a fora, encontrou em Fraiburgo terra fértil para sua produção. Deixando de lado a importação e fugindo da atividade extrativista, a fruticultura, por meio da plantação de macieiras, foi a alternativa econômica correta tomada por inúmeros pioneiros em Fraiburgo, e seguida até hoje.

De Fraiburgo a produção foi se expandindo para diversos outros centros, porém no município, a forte tecnologia e os investimentos em pesquisa, mantiveram a atividade como referência, tendo destaque, em especial a partir dos anos 70, onde o crescimento de Fraiburgo foi fortemente impulsionado pela cultura da maçã.

Com os altos e baixos que qualquer atividade econômica apresenta, a maçã perdeu área plantada e produção no município, porém não proporcionalmente, porque em virtude dos investimentos constantes em pesquisa e tecnologia, os pomares produzem muito mais que antigamente. Segundo o presidente da Associação Brasileira de produtores de Maçã (ABPM), Pierre Nicolas Pérès, a atividade democratiza o acesso a renda e tem muito campo para expansão.

“Na fruticultura, a pequena propriedade consegue, com cinco hectares, garantir uma boa renda, diferente de outros segmentos. No entanto, é necessário que haja políticas públicas que assistam esses produtores, oferecendo melhores condições” afirmou Pierre destacando que há uma boa sinalização que a atividade pode crescer ainda mais.

Como diferenciais para o município, a ABPM enaltece a logística e a tecnologia atrelada ao empenho de empresas do setor e da pesquisa Epagri. “Sem ambos a atividade enfrentaria problemas” disse. Segundo ele, ter uma formação especifica para a atividade também contribuiria muito para os avanços do setor.

Em Fraiburgo, uma das empresas destaque no plantio e processamento da maçãs é a Fischer, que participou dos primeiros plantios, sendo que a partir de 1985 investiu fortemente no setor. Na região, a empresa trabalha com mais de 120 mil toneladas de maçã por ano e é a maior fabricante de suco de maçã do Brasil. A empresa exporta para mais de 25 países e abastece o mercado interno o ano todo com frutas de qualidade.

“Contamos com a dedicação de 1.300 colaboradores diretos, capacitados para produzir e oferecer ao mercado alimentos seguros que são produzidos com respeito ao trabalhador e ao meio ambiente, com práticas certificadas e auditadas internacionalmente pelos países mais exigentes” afirmou Arival Pioli, diretor da Fischer.

No Brasil a atividade movimenta 6 bilhões de reais/ano, e tem forte impacto social com geração de aproximadamente 150 mil empregos. Fraiburgo concentra uma produção de 1660.4 hectares, comercializando um volume superior a 200 mil toneladas. Além da atividade, a maçã proporciona um movimento econômico e também social, não só pela quantidade de empregos e renda gerados, mas pelas oportunidades criadas com negócios paralelos e de apoio como transporte, comércio, serviços e afins.

Fonte: aciaf